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Assembleia mantém veto de Mauro Mendes e derrota reajuste do TJ: 12 votos selam fim da batalha salarial

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JB News

por Nayara Cristina

Assembleia mantém veto de Mauro Mendes e barra reajuste do TJ: impacto de R$ 2,6 bilhões pesa na decisão

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso decidiu, na manhã desta quarta-feira, 3 de dezembro, manter o veto do governador Mauro Mendes ao reajuste de 6,8% para os servidores do Tribunal de Justiça. A votação, marcada por forte pressão nos corredores, terminou em 12 votos pela manutenção do veto e 10 pela derrubada, número insuficiente para validar o aumento salarial.

O governador havia vetado integralmente o projeto na segunda-feira, 1º de dezembro, utilizando um parecer técnico e jurídico que apontava inconstitucionalidade material, violação ao equilíbrio entre os poderes e forte impacto financeiro. Segundo Mendes, o reajuste criaria uma despesa superior a R$ 2,6 bilhões aos cofres públicos, valor acumulado para os próximos anos e considerado incompatível com a saúde fiscal do Estado.

Para embasar o veto, Mauro Mendes citou diversos dispositivos constitucionais, entre eles:

  • Artigo 169 da Constituição Federal, que trata dos limites de despesa com pessoal e da necessidade de compatibilidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal;
  • Inciso II do artigo 37, que garante princípios de legalidade e impessoalidade e impede reajustes que não estejam previstos no orçamento;
  • Artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), que exige estimativa de impacto orçamentário e financeiro para qualquer alteração de despesa obrigatória.
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O governador argumentou que o TJMT já possui um orçamento expressivo e que um novo reajuste salarial criaria desequilíbrio entre os poderes e comprometeria áreas essenciais do Estado.

Durante toda a manhã, servidores do Tribunal de Justiça realizaram manifestações na Assembleia Legislativa em tentativa de sensibilizar os parlamentares. No entanto, o movimento não foi suficiente para garantir os 13 votos necessários para derrubar o veto. Apenas 10 deputados votaram pela aprovação do reajuste.

Com o placar de 12 a 10, venceu a posição do governo, e o Tribunal de Justiça sofreu uma derrota expressiva no Legislativo mato-grossense. A decisão encerra, por ora, a disputa em torno do aumento salarial e reforça o discurso do Executivo sobre responsabilidade fiscal e respeito aos limites constitucionais.

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Abilio evita debate sobre chapa Tarcísio–Michelle e diz que foco é libertar Bolsonaro

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Ana Paula Figueiredo

Prefeito afirma que grupo só deve discutir 2026 após resolver situação jurídica do ex-presidente

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), minimizou nesta semana as especulações sobre uma possível chapa presidencial formada por Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Michelle Bolsonaro (PL) para 2026. Para ele, qualquer discussão eleitoral neste momento é prematura dentro do grupo bolsonarista.

Abilio declarou que a prioridade é a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde 22 de novembro.

“Nosso foco hoje é a liberdade do presidente Bolsonaro e a anistia. Falar agora sobre quem será o nome de 2026 — Michelle, Tarcísio ou qualquer outro — é precipitado”, afirmou.

A fala do prefeito ocorre em meio ao desgaste público entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois divergem sobre o apoio do PL ao ex-ministro Ciro Gomes na disputa pelo governo do Ceará. Michelle rejeita a aproximação, lembrando ataques feitos por Ciro ao ex-presidente, enquanto Flávio e parte do partido defendem a aliança.

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Abilio saiu em defesa da ex-primeira-dama e afirmou que Michelle tem papel crescente no movimento conservador.

“Michelle é uma liderança nacional. Ela é ouvida e representa a direita em todo o Brasil”, disse o prefeito, reforçando que sua influência deve se ampliar nos próximos anos.

Segundo ele, qualquer tentativa de reduzir o protagonismo de Michelle é inócua. “A presença dela só aumenta. Ela terá cada vez mais força e continuará sendo ouvida”, completou.

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