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Artista plástico faz cinzas virarem arte e doa telas para que o Pantanal renasça

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Ao se deparar com as imagens que mostravam o Pantanal pegando fogo, o artista plástico Adriano Ferreira percebeu que sua arte também perdeu as cores. Foi quando decidiu ver de perto a situação e ajudar no combate à destruição de um dos biomas mais ricos do mundo por meio de um leilão de obras pintadas com carvão, terra e cinzas, oriundas das queimadas. Os valores arrecadados com a série Renasça serão revertidos para o combate aos incêndios e recuperação do Pantanal.

“Comecei a me sentir muito mal por estar no meu ateliê pintando um Pantanal colorido, quando na realidade a minha maior fonte de inspiração estava pegando fogo. Foi quando me dei conta que aquilo que estava fazendo não era a realidade e decidi buscar maneiras de ajudar. Ao colocar fogo em uma tela que havia pintado, filmei e postei, percebi uma certa repercussão, mas não era a que eu queria. Então decidi vender essas intervenções artísticas e ajudar quem está na linha de frente”, explica Adriano.

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A intenção do artista é ajudar várias instituições, doando o valor da venda de dez obras para cinco instituições, Organizações Não Governamentais (ONGs) e forças-tarefa, que estão atuando na linha de frente do combate aos incêndios e recuperação do Pantanal.

Uma doação vinda da Noruega fez com que Adriano percebesse que esse era o caminho de se conseguir ajuda de alguma forma. Durante uma reunião com a Ecotrópica – Fundação de Apoio à Vida nos Trópico, ele conheceu o fotógrafo Taiguara Luciano e juntos viajaram para o Pantanal, realizando o registro de todo o processo criativo, construindo um documentário do trabalho realizado.

Do carvão coletado no local, o artista fez o preto, das cinzas ele fez o branco e da terra os tons de vermelho. Então as telas estão sendo totalmente feitas com materiais coletados das queimadas, transformando o trabalho ainda mais forte e com um gigantesco impacto.

“Parece que foi para isso que comecei a trabalhar com arte: ajudar o que é a minha maior fonte de inspiração. Sabemos que terá todo um trabalho de restauração e estaremos juntos nessa caminhada. Já realizei exposições na Europa, Miami e várias cidades do Brasil, mas nada nunca fez tanto sentido quanto estar aqui hoje”, finaliza o artista plástico.

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Os leilões estão acontecendo no Instagram e Facebook @aff.arte. Os lances podem ser feitos no privado e ele mesmo vai atualizando. São 10 Pinturas, uma por semana. Os valores arrecadados serão empregados para ajudar no combate aos incêndios e na recuperação do Pantanal.

 

Com informações Yod Comunicação

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Crime Ambiental

MPMT intensificará atuação na área criminal para coibir desmatamentos

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Em reunião realizada nesta segunda-feira (08) para discutir estratégias de combate aos desmatamentos, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso deliberou que intensificará a atuação na área criminal para garantir a punição de proprietários das áreas e todos os envolvidos em desmatamentos ilegais, do motorista ao dono do maquinário utilizado. Somente em 2020, o MPMT, por meio do projeto Satélites Alerta, abriu investigações relacionadas a 170 mil hectares desmatados irregularmente.

Durante reunião virtual, com a participação de membros, assistentes ministeriais e técnicos, o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira enfatizou que a defesa do meio ambiente está entre as prioridades da instituição. Adiantou, inclusive, que iniciará tratativas com o governador do Estado para assegurar a presença de um delegado dentro do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) para investigações na área ambiental.

A defesa do meio ambiente é política institucional e está prevista no nosso planejamento. Priorizar essa área é uma necessidade de sobrevivência nossa e de nosso Estado”, afirmou o procurador-geral de Justiça.

O titular da Procuradoria Especializada na Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística, Luiz Alberto Esteves Scaloppe, disse que levará ao Comitê Estratégico para o Combate ao Desmatamento Ilegal, à Exploração Florestal Ilegal e aos Incêndios Florestais (CEDIF-MT) proposta para adequação dos autos de infração. A sugestão é para que sejam incluídos os nomes e dados de todos os envolvidos no desmatamento para colheita dos elementos e provas necessários para responsabilização na área criminal.

O coordenador do Centro de Apoio da Execução Ambiental (Caex), promotor Marcelo Vachiano, informou que, para facilitar e agilizar a atuação dos promotores de Justiça em todo o estado, quase três mil minutas de Termos de Ajustamento de Conduta, Ações Civis Públicas e Portarias de instauração de inquéritos foram encaminhadas às Promotorias de Justiça. Todo o material foi produzido com base nos autos de infração emitidos pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e por meio de inteligência artificial.

SATÉLITES ALERTA: Coordenado pela Procuradoria Especializada de Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística e pelo Centro de Apoio Operacional, o projeto consiste no desenvolvimento e implantação de uma tecnologia que permite o cruzamento de dados de áreas desmatadas e queimadas – monitoradas via satélite por sistemas do Inpe – com áreas lançadas no CAR (Cadastro Ambiental Rural) em todo o estado.

Para isso, foi desenvolvido um módulo a partir da plataforma portável de monitoramento, análise e alerta a extremos ambientais TerraMA², do Inpe. Os dados dessa plataforma são trazidos para a rede do Ministério Público e cruzados com outros dados para auxiliar na tomada de decisões. Tudo em conformidade com o Planejamento Estratégico 2020/2023 do MPMT, que tem entre seus objetivos estratégicos “elevar as ações de prevenção e de reparação de danos causados aos ecossistemas”.

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