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Após acordo, primeiro navio com cereais da Ucrânia parte de Odessa

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Navio Razoni no porto de Odessa, no sul da Ucrânia
Reprodução/Facebook Oleksandr Kubrakov – 01.07.2022

Navio Razoni no porto de Odessa, no sul da Ucrânia

O primeiro navio com cereais da Ucrânia partiu do Porto de Odessa nesta segunda-feira (1º), 10 dias depois da assinatura de um acordo com a Rússia para garantir a exportação segura de grãos através do Mar Negro.

A embarcação Razoni iniciou sua viagem às 3h17 (horário de Brasília) e deve chegar nesta terça (2) em Istambul, na Turquia, onde será inspecionada antes de seguir para seu destino final: Trípoli, no Líbano, país que perdeu boa parte de suas reservas de grãos na devastadora explosão de 2020 no Porto de Beirute.

O navio transporta cerca de 26 mil toneladas de milho, um dos principais produtos de exportação da Ucrânia. “Demos mais um passo hoje na prevenção da fome no mundo”, comemorou o ministro ucraniano da Infraestrutura, Oleksandr Kubrakov.

Já o ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, disse que a retomada das exportações de cereais é um “alívio para o mundo, principalmente para nossos amigos no Oriente Médio, na Ásia e na África”.

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A Rússia impõe um bloqueio naval no Mar Negro desde o início da guerra, mas um acordo mediado pela Turquia e pela ONU e assinado em 22 de julho permitiu a exportação de grãos a partir de três portos ucranianos: Odessa, Chornomorsk e Pivdennyi, este último situado na cidade de Yuzhne.

De acordo com o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, a notícia da partida do primeiro navio com cereais ucranianos é “muito positiva” e uma “boa oportunidade de testar a eficácia” do acordo de Istambul.

Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou esperar que esse seja o primeiro de “muitos navios” e que isso “leve estabilidade e alívio para a segurança alimentar global”. Não está prevista a partida de outras cargas para esta segunda-feira.

A Ucrânia tem mais de 20 milhões de toneladas de cereais estocadas em seus silos e agora corre contra o tempo para exportá-las antes que elas estraguem.

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Fonte: IG Mundo

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‘EUA estão buscando prolongar o conflito’, diz Putin sobre guerra

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Putin ataca EUA em discurso na Conferência de Moscou sobre Segurança Internacional
Reprodução/Kremlin – 09.05.2022

Putin ataca EUA em discurso na Conferência de Moscou sobre Segurança Internacional

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, atacou os  Estados Unidos durante seu discurso na 10ª Conferência de Moscou sobre Segurança Internacional nesta terça-feira (16) e afirmou que Washington quer “prolongar” a guerra na Ucrânia – iniciada por Moscou em 24 de fevereiro.

“A situação na Ucrânia demonstra que os Estados Unidos estão buscando prolongar o conflito. Além disso, estão agindo de forma similar e alimentando o potencial de conflitos na Ásia, na África e na América Latina”, disse o mandatário.

Além disso, Putin afirmou que o Ocidente usa o povo ucraniano como “carne de canhão” e que essas nações “têm necessidade de conflitos para manterem a sua hegemonia” no mundo. Segundo o mandatário, eles têm um “projeto anti-Rússia, fecharam os olhos para o uso da ideologia neonazista e sobre a morte em massa de civis no Donbass e forneceram armas, também pesadas, ao regime de Kiev”.

As acusações são as mesmas feitas por Putin para justificar a invasão da Ucrânia em fevereiro e, desde então, Moscou vem sendo alvo de pesadas sanções ocidentais, que causam danos à economia do país – apesar das negativas do Kremlin.

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A princípio, Moscou queria derrubar o governo de Volodymyr Zelensky com uma campanha militar rápida, mas os planos fracassaram e a Rússia começou a concentrar suas operações nas áreas ao sul e na área do Donbass, que conta com as regiões separatistas de Donetsk e Lugansk.

Em outro ataque a Washington, o presidente russo afirmou que a visita da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan no início de agosto foi uma tentativa de “desestabilizar” a região indo-pacífica.

“Como vocês sabem, recentemente, os Estados Unidos tentaram mais uma vez, deliberadamente, jogar gasolina no fogo e estremecer a situação na região Ásia-Pacífico. A aventura norte-americana em Taiwan não foi só uma viagem de um único político irresponsável, mas faz parte de uma estratégia deliberada e consciente dos EUA para desestabilizar e deteriorar a situação na região. Uma falta de respeito”, acusou ainda.

Após o discurso de Putin, o Ministério da Defesa informou que fechou um contrato para a entrega de mísseis balísticos intercontinentais Sarmat.

Em junho deste ano, em outro evento, o mandatário russo havia informado que esperava que os Sarmat estariam disponíveis “até o fim do ano” e que eles dariam “garantias de segurança” à Rússia contra “as atuais ameaças”, fazendo “refletir quem está nos ameaçando”.

Os mísseis do tipo tiveram o primeiro teste oficial realizado em abril deste ano e os equipamentos têm a capacidade de transportar até 15 ogivas para ataque.

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Fonte: IG Mundo

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