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Quem sobreviver neste período de pandemia só vai conseguir retomar as atividades em março de 2021 afirma Alcimar Moretti

Mercado de Eventos

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Pouco mais de 2,7 mil empresas de diversos ramos de atuação, instaladas nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, participaram da pesquisa nacional realizada entre 13 a 22 de abril de 2020.

Um dado interessante e ao mesmo tempo preocupante é que a maioria delas (98%) tiveram impactos provocados pela crise do novo coronavírus (Covid-19), refletindo diretamente nas suas atividades comerciais. 66 empresas em Mato Grosso contribuíram com a pesquisa feita pela unidade de gestão estratégica do Sebrae Nacional em conjunto com unidade de competitividade e parceiros, como Associação Brasileira de Empresa de Eventos (ABEOC Brasil) e União Brasileira dos Produtores de Feiras (UBRAFE).

Em todo país, 46,1% das empresas participantes da pesquisa foram prestadores de serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas. Em relação ao faturamento das empresas participantes, com dados do ano passado, 34,7% são consideradas MEIs, 21,5% Microempresas e 21% Empresas de Pequeno Porte.

Sobre as empresas que atuam com eventos, 70% delas afirmaram que realizam trabalhos locais/regionais, 41% desenvolvem trabalhos nacionais, 32% estaduais e 16% internacionais. O problema que a pandemia causada pela Covid-19 obrigou, apor meio de decretos municipais e estaduais, e até por recomendação de organizações de saúde, o cancelamento e/ou adiamento dos eventos, por provocarem aglomeração de pessoas. Com isso, a pesquisa revela que houve, em média, o cancelamento de 12 eventos e a remarcação de outras sete.

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Por consequência, 35% das empresas tiveram que negociar créditos para utilização futura e outras 34% devolveram recursos/dinheiro para o contratante ou algum fornecedor. Os efeitos da crise com o isolamento social também forcaram as empresas a tomar medidas em relação aos funcionários. Ainda em cima da pesquisa, a presidente do Sindicato das Empresas de Eventos e Afins de Mato Grosso (Sindieventos-MT), Alcimar Moretti, explica que o primeiro momento foi sim pensar nos funcionários, mas que a demora em se resolver o problema pode acarretar a dispensa de funcionários.

“A pesquisa foi feita no começo da pandemia aqui no Brasil, por isso a decisão da maioria das empresas em colocar os funcionários em trabalho remoto ou dar a concessão de férias, mas como não há previsão de retorno das atividades, já está havendo a dispensa de funcionários”, explica a presidente do Sindieventos-MT.

Em relação ao faturamento das empresas no mês de março, se comparado com o mesmo período de 2019, 36,8% delas afirmaram que não apresentaram faturamento neste ano, 26,1% disseram que reduziu de 76% a 100%, para 16,2% houve redução de 51% a 75%, 8,2% delas expuseram redução de 26% a 50% e 3,6% das empresas houve redução em até 25%.

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Alcimar Moretti indagou que se continuar do mesmo jeito, as empresas menos estruturadas, aquelas que não conseguem ter acesso a crédito ou que tenham capital de giro, elas, infelizmente, fecharão as portas e ainda ficarão endividadas. “Quem conseguir sobreviver neste período, só vai conseguir retomar as atividades em março de 2021. Por isso, a importância do acesso ao crédito, inclusive, com carência e facilidade de acesso pode salvar muitas empresas e muitos empregos”, concluiu.

Para ter aceso à pesquisa, clique AQUI.

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COVID-19

Lucimar Campos destaca queda de 35% na arrecadação de impostos no município

78 Milhões já vieram definidos por Lei

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JB News

 

78.6 milhões de reais estão sendo destinados para  Várzea Grande, através do Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus, (COVID-19), um montante de aproximadamente R$ 78.6 milhões, dos quais a princípio seriam destinados R$ 4 milhões 127 mil, exclusivamente para a Saúde e para a Promoção Social, e agora serão ampliados em mais R$ 20 milhões, após uma reunião entre a prefeita Lucimar Campos (DEM), e os vereadores.


O recurso, além de atender um reestruturação da Saúde para atendimento da população, também será usado para a manutenção das Secretarias e para garantir as perdas da arrecadação municipal.
Segundo o vereador Ícaro Reveles (PDT), foi um grande avanço o aumento nos valores, em mais de 20 milhoes de reais, destinados a Saúde, após um longo dia de diálogo do Legislativo com o Executivo municipal.
Para o vereador Reveles, esse remanejamento no recurso vai muito além, de somente ser investidos na Saúde, servirá para dar equilíbrio nas contas, e pagamentos das Folhas do Funcionalismo público e a manutenção do serviços essenciais que neste momento de pandemia não pode recuar, bem como  as obras estruturantes  que também precisam continuar.
Os mais de 78 milhões, serão divididos em 12 Secretarias e também servirá para estruturar a Guarda municipal.
Pelo novo projeto de número 58/2020, à construção da Orla da Alameda ficará com pouco mais de 1,5 milhão de reais, Procuradoria municipal com 2,78 milhões, e 3,231 milhões para Administração, Meio Ambiente com 1, 100 milhão, e Desenvolvimento Urbano, 1,5 milhao de reais. Será destinado tbm, 14 milhões para Viação, Obras e o Asfaltamento, Limpeza de ruas com 2 milhões.
Para o vereador, “O ideal é aguardar a confecção do novo projeto, para termos realmente a certeza da destinação de cada recurso en cada uka das secretarias.
Ressaltou também, a importância da criação de um hospital de campanha ou da criação de um espaço para triagem de pessoas infectadas pelo coronavírus.
O novo projeto, deve ficar pronto nos próximos dias, segundo o executivo.
Em entrevista, a prefeita de VG, Lucimar Campos disse que: “É preciso compreensão das pessoas que nem todo o valor divulgado foi repassado pelo Governo Federal. Fora isto, os recursos já vieram divididos, pela própria lei.”
E que o montante além de ser aplicado na Saúde servirá para recuperar a economia que se encontra em desaceleração, com a crise do Coronavírus, e provocou uma queda em média de 35% na arrecadação de impostos no município, e mesmo assim manteve  22% do total arrecadado das receitas em Saúde.

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