VÁRZEA GRANDE
Academia ao ar livre está ganhando novos adeptos
Os idosos estão sendo estimulados a usarem os equipamentos, a exemplo das barras de alongamento e esteiras.
Em Várzea Grande, a Prefeitura Municipal criou dezenas de academias ao ar livre em várias localidades, que estão disponíveis a comunidade de forma em geral e para todas as faixas etárias. Os idosos estão sendo estimulados a usarem os equipamentos, a exemplo das barras de alongamento e esteiras, e essa iniciativa tem ganhado cada vez mais novos adeptos.
No bairro Figueirinha, por exemplo, a orientadora social Cleonice Francisca do Nascimento, vem acompanhando os idosos nessa jornada e os auxiliando no uso adequado de cada equipamento. “Quando eles começaram muitos deles nem sabiam como funcionavam os equipamentos, mas a partir do primeiro uso, viram que não era bicho de sete cabeças. Aos poucos estão se familiarizando e as atividades têm sido bem recebida”, avaliou.
Como explica a oordenadora, em seu grupo estão inscritos 20 idosos, e que alguns apresentam problemas de locomoção (cadeirante), de vista e participante com diagnóstico de Alzheimer, por isso as atividades são intercaladas, ora rodas de conversas, de oficinas de artesanatos, dentre outros. “O importante é que todos sejam beneficiados de alguma forma, e o que fazemos é de comum acordo, porque o nosso trabalho é atender com carinho e respeito os nossos assistidos”, destacou.
Cleonice Nascimento informou ainda que os encontros, do seu grupo de idosos, são realizados duas vezes por semana, nas terças e quintas-feiras no período matutino. “O encontro é das 8 às 10 horas e esse tempo é justamente para eles não cansarem. Muitos deles têm afazeres de casa ou cuidam de netos, daí quase todas as atividades planejadas têm duração de duas horas, exceto as oficinas de artesanatos, que são concluídas em dois ou três encontros”.
Para a coordenadora da Proteção Básica, Bernadete Miranda, é importante a utilização dos espaços públicos como espaços sociais também. “E é isso que temos feito. Encontros dos Serviços de Convivência estão sendo utilizados com essa finalidade. A gestão municipal revitalizou vários centros comunitários e praças e, em algumas delas foram instaladas academias ao ar livre, que agora também são utilizadas pelos idosos. É essencial que esses espaços sejam utilizados e em prol da população”.
A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira vê como alternativa a utilização desses espaços, também como uma forma de segurança ao patrimônio público. “É essencial que a população utilize e ajude a cuidar desse bem instalado em seu bairro. Em vários locais os moradores utilizam as praças para entretenimento e também para a prática de esportes. As academias ao ar livre são uma excelente opção para quem gostaria de praticar exercícios físicos e não consegue se adaptar às academias tradicionais. É também uma medida para garantir boas condições do corpo e da mente”.
Ana Cristina disse ainda que na terceira idade ter uma rotina ativa – aliando exercícios físicos e uma boa alimentação – promovem bem estar e melhor qualidade de vida.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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