OPINIÃO

A Força do Pensamento

Por Paulo Eduardo de Barros

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Enquanto uma atividade presente no homem, o pensamento tem sido estudado pela ciência, dentre outras disciplinas, pela neurociência, que estuda a realização física do processo de informação no sistema nervoso humano, e pela noética, que trata dos fenômenos subjetivos da consciência, da mente, do espírito, da vida e o potencial que o cérebro humano possui, na busca por respostas para aspectos que demonstram a força do pensamento.

Oportuno lembrar que essa busca não é nova, pois já era tratada no campo da filosofia por mestres como Aristóteles e Platão, para quem a mente – o nous em grego – expressava a incursão do divino no processo de busca pelo conhecimento, baseando-se na razão como forma primordial de conhecimento. Aliás, Buda também alertou que o mundo é criado pelos pensamentos. No mesmo sentido, o espírito de André Luiz afirmou que a ideia é um ser organizado por nosso espírito, que o pensamento da forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção.

Nesse contexto é plausível afirmar que se faz necessário que cada qual saiba que a força do pensamento é comprovada pela ciência e que não existiria nada no mundo físico ou material em que vivemos sem antes ter existido no mundo da mente.

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Cabe dizer, os pensamentos determinam o estado de nossa consciência. Pensamentos inferiores geram uma consciência conturbada, enquanto que os superiores trazem paz e tranquilidade ao nosso íntimo.

Assim, os pensamentos criam uma série de vibrações tanto na substância do corpo físico como no corpo mental. Por isso, é necessário que resguardemos nossa mente das ideias fixas, opressivas, aviltantes, buscando uma faixa mental mais equilibrada que possa irradiar e receber energias fraternas, fortalecendo nosso espírito.

Na sátira “X”, o poeta romano Juvenal ilustrou muito bem a plena relação do pensamento com o nosso corpo físico com a frase latina: mens sana in corpore sano, ou seja, mente sã num corpo são. Naquele contexto, a frase é parte da resposta do autor para a questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida.

Enfim, nos contatos do cotidiano todos podem sentir e sentem as vibrações que emanam das pessoas e da espiritualidade. Quantas vezes não sentimos um mal ou um bem-estar quando nos aproximamos de alguém ou adentramos em algum lugar? Isso decorre da lei física da assimilação e da repulsão dos fluídos que irradiamos.

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Se pensar é criar, pensamento e ação marcham unidos, de modo que o cenário ideal é aquele que acontece quando cultivamos os bons pensamentos, fortalecendo nosso corpo e o espírito. Aqui vale reavivar que, como nossas ações são resultados de nossas ideias, somos nós que geramos nosso sofrimento ou felicidade.

Paulo Eduardo de Barros Fonseca é vice-presidente do Conselho Curador da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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OPINIÃO

A quem interessa o enfraquecimento da magistratura?

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Diante dos ataques que vêm sendo feitos contra a figura do juiz e, por conseguinte, ao Judiciário, e que têm se intensificado nos últimos tempos, uma pergunta paira no ar: a quem interessa o enfraquecimento da magistratura? Se fazemos parte de um dos pilares da democracia, sendo, muitas vezes, o último e o único recurso para fazê-la valer de fato, porque, ao invés de valorizá-la e defendê-la, o que se vê são tentativas de enfraquecimento?
Não se trata aqui, veja bem, de dizer que todo magistrado é perfeito e livre de erros ou desvios de conduta. Existem mazelas no Judiciário assim como nos outros poderes da República. As distorções existem, e sempre existirão, afinal estamos falando de seres humanos, passíveis que são dos mais diferentes comportamentos e posturas.
Ouso dizer que o enfraquecimento da magistratura está diretamente relacionado a uma tentativa de manutenção da corrupção no seio da sociedade brasileira. Um Judiciário acuado, com juízes fragilizados, abre um imenso campo para que haja, digamos, uma sagração da impunidade.
Não se vê nas redes sociais e tampouco nos veículos de comunicação vozes tão incisivas que denunciem a falta de condições para que magistrados possam desenvolver seu trabalho nos rincões deste país. Que mesmo sem estrutura e pessoal são obrigados a dar conta de milhares de processos, acumulando comarcas e sendo ameaçados por criminosos e poderosos locais – temendo inclusive por suas famílias e entes queridos. Que trabalham muitas vezes de dia e à noite, em fins de semana e feriados sem receber hora extra.
Na falta de argumentos contra os magistrados, muitas vezes usa-se os próprios salários como forma de atingi-los, como se não fizessem jus a uma remuneração condizente com a responsabilidade, os riscos e a extenuante carga de trabalho e pressão a que são submetidos todos os dias. Como se não fosse necessário compensar de alguma forma a dedicação exclusiva que são obrigados a cumprir.
Ao juiz não é dada sequer a possibilidade de ter opiniões ou ideologias, pois certamente elas serão usadas contra ele, seja para desqualificar decisões ou imputar-lhe parcialidade quando a medida determinada ferir interesses de pessoas “mal intencionadas” ou de interesses “obtusos”.
Fosse a magistratura o “Olimpo” que algumas pessoas insistem em afirmar, pergunto: por que se vê um número cada vez maior de pessoas pedindo exoneração após alcançar o almejado cargo de juiz? Pessoas que inclusive alcançaram o topo da carreira. Antigamente isso era algo impensável. Afinal, como é de conhecimento da maioria, ser aprovado em concurso para juiz é dificílimo, demanda muito estudo, dedicação e vocação.
A caminhar desta forma, temo que, em um futuro não muito distante, esses mesmos grupos criminosos que buscam o enfraquecimento da magistratura se aproveitarão disso para infiltrar aliados no Judiciário. É preciso que a população e os próprios magistrados estejam atentos a tais manobras e ao poder da desinformação. Não por menos a palavra “misinformation” (que pode ser traduzida também como informação errada) foi eleita a expressão do ano em 2018, vindo a ser substituída mais recentemente pelas chamadas “fake News”.
Tiago Abreu, juiz de Direito e presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados

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