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Essa ação é em respeito a milhares de mato-grossenses que vivem da Agricultura Familiar, aos meus pais e a minha história”, afirma governador

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Mauro Mendes falou sobre sua criação no campo e a importância de apoiar os pequenos produtores

Lucas Rodrigues | Secom-MT

Governador Mauro Mendes entrega máquinas e equipamentos para agricultura familiar e infraestrutura – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

Governador Mauro Mendes entrega máquinas e equipamentos para agricultura familiar e infraestrutura

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O governador Mauro Mendes afirmou que a entrega de dezenas de máquinas e equipamentos para a Agricultura Familiar, realizada nesta sexta-feira (08.10), além de ser o maior investimento da história do Estado nesta área, também é uma forma de homenagear seus falecidos pais “e milhares de mato-grossenses” que vivem e trabalham no campo.

O Governo do Estado investiu R$ 106 milhões nas aquisições, que serão entregues em etapas até junho de 2022. Ainda foram investidos outros R$ 103 milhões em maquinários destinados às prefeituras, associações e consórcios realizarem a manutenção de estradas não-pavimentadas.

Mauro Mendes relatou que foi criado na Agricultura Familiar e que em sua infância, no interior de Goiás, já ajudava seus pais na “lida” da produção do sítio.

“Eu me lembro que na campanha estávamos um dia em Tangará [da Serra], com um grupo de agricultores familiares. E eu lembrei da senhora minha mãe, que perdi há 12 anos. Minha mãe me viu perder a primeira eleição, meu pai me viu perder a primeira e a segunda eleição para prefeito. Perdi em 2008 e em 2010. Perdi meu pai e minha mãe em um espaço de dois anos. Eu fui criado no interior de Goiás, em um sítio de 27 hectares. Muito pequeno nós tínhamos um tratorzinho tobata, talvez alguns lembrem dessa marca. O tobatinha era a ferramenta que nós tínhamos. Arado de boi eu puxei muito. Fui criado na Agricultura Familiar. E eu vi o depoimento de uma senhora em Tangará e aquilo me emocionei muito”, contou.

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De acordo com o governador, ter a Agricultura Familiar no “berço” o ajudou a entender a importância de o Poder Público criar ferramentas para apoiar os pequenos produtores.

“Naquele momento [em Tangará] eu pensei comigo e pensei com Deus que se eu fosse governador, se fosse a vontade de Deus e do povo, eu teria um olhar muito especial para a Agricultura Familiar. Foi por isso, meus amigos, em homenagem à minha mãe, ao meu pai, a minha vida e a vida de milhares de mato-grossenses que vivem essa realidade, de estar no campo, vivendo do que produz, trabalhando com dificuldade, é que eu nunca medi esforços para fazer essa que é a maior entrega de todos os tempos da Agricultura Familiar”, relatou, emocionado.

Apesar de ser a maior entrega já feita na Agricultura Familiar em Mato Grosso, o governador adiantou que novos investimentos ainda virão para beneficiar milhares de pequenos agricultores de Mato Grosso.

“Se vocês acham que R$ 106 milhões é muito, esqueçam! Estamos viabilizando junto ao Banco Mundial um financiamento de 80 milhões de dólares, são quase R$ 400 milhões. Nós vamos dobrar esse investimento e vamos mudar e muito a realidade da Agricultura Familiar. O que essas famílias precisam é de apoio. São milhares de mato-grossenses que precisam e temos o dever de olhar para essas pessoas.  Agradeço a cada prefeito, prefeita, vereador, político, senador, deputado, população e cada um que está ao nosso lado. A política só funciona quando fazemos o bem para a população”, finalizou.

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A entrega

Nesta primeira etapa, somente para a agricultura familiar, foram entregues 54 veículos Fiat strada, 20 pick-up Hilux, 29 motoniveladoras, 22 distribuidores de calcário, 08 escavadeiras hidráulicas, 300 resfriadores de leite, 17 ensiladeiras, 04 caminhões de leite, 20 motocultivadores, 02 caminhões baú de carga seca, 1 caminhão refrigerado, 02 plantadeiras e adubadeira de mandioca, um perfurador de solo e 08 pás carregadeiras. No evento foram assinados ainda convênios para o repasse de 20 mil doses de sêmen bovino, 1,5 mil prenhezes de embrião bovino e 30 mil toneladas de calcário aos municípios.

No início deste ano, a atual gestão já havia destinado, em parceria com a bancada federal, outros R$ 9,9 milhões de investimentos em equipamentos, bens e itens para uso na agricultura familiar através da ação da Seaf ‘MT Produtivo’, inserido dentro do programa ‘Mais MT’.

Além da agricultura familiar, o Governo do Estado investe ainda, por meio da Sinfra, R$ 103 milhões em equipamentos e máquinas. Nesta etapa, foram destinadas 55 motoniveladoras, 12 escavadeiras e 12 pás carregadeiras a municípios e consórcios regionais.

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Agricultura familiar

Sérgio Ricardo anuncia plano para enfrentar crise na agricultura familiar da Baixada Cuiabana

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Plano de metas apresentado por Sérgio Ricardo busca enfrentar desigualdades regionais e estimular a permanência de jovens na atividade rural
Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
Presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, recebeu o presidente do Sinterp-MT, Gilmar Brunetto. Clique aqui para ampliar

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou a elaboração do plano de metas “Mato Grosso 2050”, que deverá orientar políticas para o desenvolvimento regional e a redução de desigualdades. Entre as prioridades está o fortalecimento da agricultura familiar na Baixada Cuiabana, tema discutido nesta segunda-feira (16) com representantes do setor.

“É um plano de políticas de Estado. Uma das metas é o desenvolvimento da Baixada Cuiabana, que vive na extrema miséria e não tem sequer energia elétrica trifásica”, explicou o presidente.  “Nessa discussão tem que ter a viabilidade do negócio, tem que ter casa, energia e água”, completou.

Para aprofundar o debate, Sérgio Ricardo sugeriu ainda a realização de uma mesa técnica. “Hoje a agricultura familiar está caminhando para o fim. Isso é péssimo e vai gerar ainda mais desemprego.  O desenvolvimento e a sobrevivência de Mato Grosso passam diretamente pela agricultura familiar.”

Na região da Baixada Cuiabana, que conta com cerca de 35 mil famílias de pequenos produtores, o trabalho pode ampliar a produção, melhorar o abastecimento no estado e garantir a permanência de novas gerações no campo. Foi o que explicou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso (Sinterp-MT), Gilmar Brunetto.

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“A grande maioria de quem está no campo hoje são agricultores e agricultoras acima de 65 anos, que em cinco ou seis anos não vão ter mais força. Qual o programa que o estado tem para levar o jovem para o campo? O jovem só volta se tiver renda”, disse ao alertar para o risco de extinção da atividade.

Na ocasião, Brunetto também apontou o sucateamento de centros de pesquisa e a redução de investimentos em extensão rural. “Se não mudarem essa política, num curto espaço de tempo vai ficar igual está a agricultura empresarial, na mão de poucos”, afirmou.

Estado de contrastes

 A combinação entre envelhecimento, falta de oportunidades no campo e baixa produtividade em áreas da Baixada Cuiabana tem provocado o deslocamento de famílias para as áreas urbanas de Cuiabá e Várzea Grande. “Essa questão da miserabilidade da Baixada Cuiabana tem que ser encarada com seriedade. O que a Baixada está produzindo hoje são favelas”, avaliou Sérgio Ricardo.

Esse cenário expõe os contrastes socioeconômicos no estado, onde o agronegócio alcança altos níveis de produtividade e geração de riqueza. “Nós temos vários estados dentro de Mato Grosso. Temos o estado do agronegócio, o estado dos minerais, do ouro e do diamante, e o estado da pobreza. São três estados que nós temos aqui, no mínimo”, disse.

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Ação conjunta

De acordo com o presidente, a elaboração do plano contará com o suporte de universidades, associações e representantes do setor produtivo na formulação das diretrizes. “Nós estamos reunindo ideias e discutindo esse plano de metas que vamos colocar na mesa para os futuros gestores do Estado e dos municípios, para que a agricultura familiar tenha investimento firme.”

Além de investimentos em pesquisa e infraestrutura, as alternativas debatidas nesta etapa incluem a irrigação na região, com o aproveitamento de água do reservatório de Manso. “Nós temos muitas potencialidades e o mundo precisa de comida. Se cada agricultor tiver meio hectare irrigado ele sobrevive desde que ele produza produtos que agregam valor e possam ser comercializados”, concluiu Brunetto.

 

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