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Comércio de Cuiabá tem boas expectativas de vendas para o Dia dos Pais

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O Dia dos Pais, comemorado no próximo domingo (09.08), é uma das datas mais importantes do calendário para o comércio varejista. Em Cuiabá, os lojistas estão com boas expectativas para as vendas, preparando decorações de vitrines e promoções para atrair os consumidores, seguindo as recomendações de biossegurança para evitar a proliferação do novo coronavírus (Covid-19).

Conforme pesquisa realizada pela Boa Vista, 60% dos consumidores apoiam a retomada gradual do comércio e serviços. Desses, 29% disseram já ter retomado a rotina de compras fora de casa, priorizando idas a supermercado (64%), restaurantes e padarias (29%). Roupas e calçados representam 21%. A pesquisa aconteceu entre 06 a 21 de julho, com cerca de mil consumidores, em todo o Brasil.

Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC), Jonas Alves, a expectativa de vendas para o Dia dos Pais é positiva e ajuda a economia local, principalmente os presentes de última hora. “Apesar do momento econômico difícil, os filhos gostam de presentear os pais e temos esperança de que muitos irão comprar presencialmente, tomando os cuidados necessários, e valorizando as empresas municípios”.

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O comércio de Cuiabá retomou o atendimento presencial e segue protocolos de biossegurança determinados pelos órgãos oficiais. “Os lojistas estão seguindo as medidas determinadas pelo poder público, oferecendo segurança aos consumidores, que também devem fazer a sua parte, tomando todos os cuidados”, alertou o presidente da ACC.

Ele destaca que existem opções de compras acessíveis para todos os bolsos. “As empresas querem se manter ativas e de portas abertas. Enquanto estiveram fechadas, muitas se reinventaram com alternativas eletrônicas e delivery para continuar sobrevivendo. Torcemos muito para que todas consigam recuperar os seus negócios daqui pra frente”, concluiu Alves.

Vendas


A pesquisa da Boa Vista apontou que os entrevistados apontaram como escolhidos para presentear o pai (46%), marido (29%) e sogro (7%). Quanto aos presentes, vestuários e calçados representaram 45% da intenção de compra, seguido de acessórios (17%) e perfumes/cosméticos (16%), já considerados tradicionais para presentear nesta data.

Grande parte dos entrevistados apontou predileção pelo pagamento à vista (61%), com a utilização do cartão de débito por 41% dos consultados. Dentre os que preferem parcelar (39% dos entrevistados), 91% utilizarão cartão de crédito, e os demais encontram alternativas no cartão de débito programado (2%), carnê/boleto (7%) e cheque (1%).

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Funcionamento do comércio em Cuiabá


De acordo com o decreto nº 8.020/2020, as atividades do comércio em geral, varejista e atacadista, podem funcionar de segunda a sábado, das 9h às 17h, vedado o funcionamento aos domingos e feriados.

Já as atividades econômicas de comércio varejista nos shoppings centers, poderão retomar as suas atividades observado o horário de atendimento ao público de segunda à sábado, das 11h às 22h, vedado o funcionamento aos domingos e feriados (decreto nº 8.034/2020).

Luciane Mildenberger – 
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AGRONEGÓCIOS

“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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