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Deputado pede audiência pública para destravar internacionalização do Aeroporto de VG

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Com o impasse envolvendo a liberação burocrática para a permissão de voos internacionais, com saída e chegada ao Aeroporto Marechal Cândido Rondon, em Várzea Grande, o deputado federal, José Medeiros (Pode/MT), protocolou requerimento na Comissão de Desenvolvimento Urbano – CDU, da qual é vice-presidente, nesta semana, para que todos os atores envolvidos no processo participem de uma audiência pública, em Brasília.

A intenção de Medeiros é que as arestas sejam definitivamente aparadas e a classe política, que parece ser a mais interessada em dar fim ao imbróglio, além da população, consiga saber ao certo qual o nó que ainda precisa ser desatado. “É muito angustiante quando temos uma pauta que o estado quer e obviamente que nós parlamentares também, o Executivo se mostra disposto, mas a técnica engessa a coisa”, comentou.

No requerimento, o vice-líder do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na Câmara Federal inclui o chamado a um representante da Secretaria Nacional da Aviação, da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC e um da Receita Federal, além de um profissional responsável pela Empresa Consórcio Aeroeste, que este ano assumiu a gestão do aeroporto de Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta. Além dos parlamentares federais de Mato Grosso.

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Na justificativa para a audiência pública, que deve ser realizada ainda em 2019, Medeiros afirma que comercialmente já há uma inclinação de várias empresas aéreas a implantaram novas rotas, inclusive um processo avançado da AZUL para voo direto para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. “Existe um interesse mútuo do Mato Grosso em expandir esse mercado do turismo internacional e das aéreas. Temos Nobres, Chapada dos Guimarães e tantos outros potenciais turísticos, que infelizmente vemos limitados por este tipo de entrave. Essa questão da Bolívia se arrasta desde a Copa de 2014”, criticou Medeiros.

O deputado adiantou que, como boa parte das demandas de Mato Grosso, a internacionalização esbarra em filigranas da parte técnica. “Temos rodovias carentes em infraestrutura no nosso estado que já possuem projetos aprovados, dinheiro garantido, mas esbarramos no componente indígena e outros caprichos, enquanto isso o povo sofre. O mesmo vale para esta questão da expansão do aeroporto e alfandegamento. A Receita Federal exigia uma sala de alguns metros maior e depois altera em outro documento. O que nos anima é que o Governo Bolsonaro quer tanto quanto nós acabar com isso”, garantiu.

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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

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Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

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Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

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TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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