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Seminário reúne especialistas em busca soluções para mitigar interferências climáticas no esporte

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Especialistas reuniram-se na manhã desta quarta-feira (17/9) na abertura do Seminário Agenda Verde no Esporte: Sustentabilidade e Ação Climática, promovido pelo Ministério do Esporte com apoio institucional do Ministério do Meio Ambiente. A interferência do clima na área esportiva e a importância de adotar medidas para mitigar os impactos causados ao meio ambiente foram temas abordados pelos palestrantes.

Na cerimônia de abertura, a diretora de Projetos do MEsp, Thiele Araujo, ressaltou a satisfação em encontrar apoio e união entre tantos agentes, públicos e privados, em prol de uma pauta tão urgente. “Conseguimos reunir diversos atores, tanto nacionais como internacionais, para um espaço de diálogo a fim de encontrarmos soluções para os impactos das mudanças climáticas no esporte, um pedido da presidência da COP-30, uma oportunidade para que todos se capacitem”, afirmou.

Pela manhã, as discussões concentraram-se nos desafios das mudanças climáticas no Brasil e no mundo, como também no tema sustentabilidade e meio ambiente na agenda do governo do Brasil, e as oportunidades e desafios para o Brasil na Conferência das Partes (COP-30). Na apresentação de um vídeo, o pesquisador, climatologista, e renomado professor Carlos Nobre mostrou o impacto das mudanças climáticas no país e a importância de os órgãos governamentais e privados se organizarem para mitigar os impactos causados ao meio ambiente.

Em seguida, Ana Paula Machado, Diretora de Governança Climática do MMA e profissional atuante em questões climáticas há quinze anos, falou sobre a iminência de crises cada vez mais graves e frequentes; cujo enfrentamento sempre será multisetorial. “As mudanças climáticas são uma realidade, enchentes no Sul, seca na Amazônia, há uma preocupação clara e urgente para enfrentá-las. A forma como a sociedade foi organizada trouxe desenvolvimento, mas também desigualdade. Tudo isso exige soluções coletivas”, relembrou a convidada, que compõe o Comitê Interministerial do Clima da Secretaria Nacional de Mudança do Clima.

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“Eu nunca tinha visto a esplanada como um todo tão engajada. O Plano Clima, que é coordenado pela Casa Civil e pelo Ministério do Meio Ambiente, é um grande guarda-chuva que reúne diversas outras iniciativas”, ressaltou também, reconhecendo no esporte o papel de agente com enorme potencial para gerar mudanças. “A gente sabe do papel dos esportes na educação, no engajamento e na mobilização da sociedade como um todo, principalmente da sociedade brasileira. A mudança do clima vai demandar uma mudança de atitude de cada um de nós, e isso precisa ser projetado na educação através do esporte.”

Já no período da tarde, o foco se voltou integralmente às práticas de sustentabilidade nas instituições, eventos e contextos esportivos. Carolina Araujo, gerente de Cultura e Valores Olímpicos do COB, destacou que o primeiro desafio do Comitê foi mostrar a transversalidade da sustentabilidade, e a relevância de ações de vanguarda do Brasil nesta área. “Somos um país muito bem estruturado dentro do sistema olímpico. O nosso comitê é um dos mais relevantes, que tem um trabalho mais diverso de todos os comitês olímpicos nacionais. Então, espera-se do Brasil essas questões, essa liderança; e a gente quer assumir essa liderança”, afirmou.

A interferência do clima na área esportiva e a importância de adotar medidas para mitigar os impactos causados ao meio ambiente foram temas abordados pelos palestrantes. Foto: Ronaldo Caldas/MEsp
A interferência do clima na área esportiva e a importância de adotar medidas para mitigar os impactos causados ao meio ambiente foram temas abordados pelos palestrantes. Foto: Ronaldo Caldas/MEsp

Condições climáticas 

O lugar comum em que se encontram todas as falas – de especialistas, gestores e autoridades, governamentais e civis, do esporte e do meio ambiente – é a certeza de que sem condições climáticas estáveis, a prática da maioria dos desportos se torna, gradativamente, inviável.

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Em junho deste ano, um verão excepcionalmente quente assolou os Estados Unidos, que recebia a Copa do Mundo de Clubes. Como resultado, diversas partidas foram paralisadas devido à ocorrência de tempestades de raios. enos de um mês depois, índices subitamente altos de poluição e temperatura da água fizeram com que a Federação Internacional de Esportes Aquáticos adiasse duas vezes as provas de natação em àguas abertas, impactando diretamente o Campeonato Mundial de Singapura.

“Todos os entes precisam conversar sobre a questão dos impactos climáticos no esporte, os grandes eventos esportivos precisam repensar suas ações, e o esporte é fundamental. A COP-30 é a grande oportunidade para mudar esse processo”, ressaltou Sandra Patrício, diretora de Sustentabilidade da Confederação Brasileira de Vela (CBVela).

Também participaram do evento Luciana Abade Silveira, coordenadora-geral de mobilização da presidência da COP-30, Fernanda de Castro, diretora da Ação Global pelo Clima da ONU, Alexandra Rickman, diretora de Sustentabilidade da World Sailing, Sandra Patrício diretora de Sustentabilidade da Confederação Brasileira de Vela, Ricardo Calçado e Renê Simões, do projeto Terra FC, Gustavo Delbin, vice-presidente da Federação Paulista de Futebol e presidente da Comissão de Direito Desportivo da OAB SP, Mariana Chamelette, especialista em Direito Desportivo e integridade no esporte, Fernando Monfardini, representante do Clube Atlético Mineiro, e Teresa Santos, representante do FC Porto.

Seminário Agenda Verde no Esporte. 17/09/2025

Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte

Fonte: Ministério do Esporte

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Brasil vence Canadá e conquista o título da Fifa Series

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A Seleção Brasileira feminina garantiu o título da Fifa Series neste sábado ao vencer o Canadá pelo placar de 1 a 0. Em uma partida que alternou momentos de domínio técnico e intensa pressão defensiva, a equipe brasileira demonstrou resiliência para segurar o resultado, mesmo terminando o confronto com uma jogadora a menos em campo.

O único gol da partida saiu logo no primeiro minuto do segundo tempo. Após uma investida de Kerolin pela grande área, a goleira Kailen Sheridan fez uma defesa parcial, mas a sobra ficou com Aline Gomes. Com precisão, a atacante finalizou de pé direito para balançar as redes e colocar a Canarinho em vantagem. O gol premiou o volume ofensivo do Brasil, que finalizou 24 vezes ao longo do jogo, sendo 11 delas no alvo.

Apesar do placar magro, o primeiro tempo foi de ampla superioridade brasileira em termos de criação. A equipe chegou a carimbar o travessão em uma cabeçada de Lauren após cobrança de escanteio de Duda Sampaio. Do outro lado, a goleira canadense Kailen Sheridan se destacava como uma verdadeira barreira, realizando defesas difíceis em chutes de Ludmila e Tainá Maranhão, impedindo que o Brasil fosse para o intervalo com uma vantagem confortável.

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O cenário tornou-se dramático aos 35 minutos da etapa final, quando Ary Borges recebeu o segundo cartão amarelo após uma falta dura em Jessie Fleming e foi expulsa. Com a superioridade numérica, o Canadá se lançou ao ataque e quase empatou em uma cabeçada de Evelyne Viens que parou na trave. Nos minutos finais, a goleira Lelê brilhou com uma defesa espetacular em um arremate de canhota de Delaney Pridham, garantindo a manutenção do placar.

Com o apito final aos 52 minutos, o Brasil celebrou a conquista da taça, consolidando um desempenho sólido na competição internacional. A vitória reforça o processo de evolução da equipe, que soube sofrer nos momentos de pressão e aproveitar a oportunidade decisiva para garantir o lugar mais alto do pódio.

Fonte: Esportes

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