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Pivetta afirma que não vai interferir na disputa pela primeira-secretaria da ALMT

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Da Redação

O governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), declarou que não pretende interferir na disputa pela primeira-secretaria da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Pivetta destacou que seu acordo com o governador Mauro Mendes (União) não envolve questões legislativas.

“A minha função na vice-governadoria, e está pactuada com o governador Mauro Mendes, é ajudar a governar. Então, eu atuo em muitas áreas e recebo todos os deputados.

A Janaina Riva talvez seja a que mais frequente o gabinete, é muito atuante. Eu nunca me envolvi e não pretendo me envolver em disputa do legislativo. Já temos muita coisa para fazer e eu vou cumprir a minha função. Essa questão de discussão de definição de Mesa, quem define são os deputados. Eu tô fora disso”, afirmou Pivetta nesta quinta-feira,11.

A declaração de Pivetta surge em meio às tentativas do Palácio Paiaguás de retirar a deputada Janaina Riva (MDB) da chapa de Max Russi (PSB) para incluir Beto dois a um (União).

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Nos bastidores, Pivetta tem manifestado a seus interlocutores que não concorda com essa ofensiva do governo, liberando os deputados do Republicanos para decidirem por si mesmos.

Atualmente, o deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) é um dos principais articuladores e defensores da chapa Max e Janaina.

Mesmo com as investidas sem sucesso das últimas semanas, o Palácio Paiaguás aguarda o retorno do governador Mauro Mendes, que está de férias na Itália, para decidir se continuará pressionando os deputados a abandonarem Janaina em favor de Beto Dois a Um.

Frente à resistência e ao apoio consolidado a Janaina Riva (MDB), o governo sugeriu outros nomes, como Dilmar Dal Bosco (União), Nininho (PSD) e Sebastião Rezende (União), porém, sem sucesso.

A entrada desses nomes não agradou Beto Dois a Um, que não foi avisado, gerando descontentamento e fortalecendo ainda mais o apoio a Janaina, que conta com o suporte de 14 deputados.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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