VÁRZEA GRANDE
Ex-presidente da Câmara Municipal de VG é agredido após acidente de trânsito por lutador jiu-jitsu
JB News
Da Redação
Na madrugada deste sábado,13,um incidente inusitado chocou os moradores de Várzea Grande. Wanderley Cerqueira, ex-presidente da Câmara Municipal e pré-candidato a vereador pelo MDB, foi agredido por um lutador de jiu-jitsu após um acidente de trânsito no bairro Ipase, região central da cidade.
O acidente, que envolveu um carro e uma moto, deixou uma mulher ferida, sendo ela a ocupante da moto, que foi encaminhada para o Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande para receber atendimento médico. Enquanto isso, a condutora do veículo permaneceu no local do acidente.
No entanto, a situação tomou um rumo inesperado com a chegada do filho da vítima ao local, sendo ele um lutador de jiu-jitsu não identificado. Testemunhas relatam que uma briga iniciou entre ele e outros quatro homens, incluindo Wanderley Cerqueira, resultando em mais feridos.
Dois dos envolvidos na briga receberam cuidados médicos, enquanto o filho da vítima foi encaminhado à Central de Flagrantes para as devidas providências legais.
Em áudios que circulam em grupos de WhatsApp, o ex-presidente explicou que estava ajudando as vítimas do acidente, uma vez que a motorista era irmã de uma cunhada dele, afirmando que nem ele mesmo estava envolvido.
Cerqueira assegurou que irá processar civil e criminalmente o lutador de jiu-jitsu pelas agressões ocorridas.
VÁRZEA GRANDE
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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