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Carlos Bezerra diz que racha em Cuiabá prejudica o MDB, não irá interferir em cassação de Emanuel Pinheiro, que partido irá eleger maior número de prefeitos, e se possível vai eleger próximo senador e governador por MT

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Da Redação

 

O ex-deputado e presidente estadual do MDB em Mato Grosso, comentou sobre o afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro por determinação do TJ-MT. Para Bezerra essa confusão em torno do prefeito da capital, tem prejudicado a construção do partido na capital.

Mesmo não querendo falar sobre a decisão de ser afastado pela justiça,  e retornando com apoio do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, que tem apoiado o prefeito na sua recondução. Bezerra  destacou que o racha interno na sigla em Cuiabá é natural, uma vez que o partido já nasceu assim e irá morrer assim.

“Eu não vou falar sobre assunto interno do partido, e no caso de afastamento ou não do prefeito quem decidirá é a Câmara municipal, e o judiciário. E eu não quero dar pitaco nisso”. Destacou Bezerra.

“Eu não conheço do processo, não sei do que se passa”. Reforçou.

Disse ainda que o presidente Baleia Rossi tem apoiado o prefeito nas questões judiciais em Brasília, relacionados a sua manutenção à frente da prefeitura.

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Comentou também sobre a definição do MDB de Cuiabá, em escolher o nome do advogado Franciso Faiad, como o presidente da sigla na capital. Disse ainda que o MDB nasceu rachado, e irá morrer dessa maneira. Por conta disso sempre foi um dos partidos mais fortes do estado. “Isso está resolvido Faiad é o presidente da comissão, e já foi nomeado”.

Destacou também que o diretório regional do MDB já definiu o seu apoio a candidatura do deputado Eduardo Botelho. E que cabe agora a definição da executiva municipal definir se vai acompanhar ou não a definição.

“O MDB estadual está  todo com Botelho. O MDB municipal ainda não definiu.

Segundo Bezerra, a força do partido está na sua divisão de forças, e que nas eleições municipais deste ano (2024), a sigla irá eleger o maior número de prefeitos no estado. Disse ainda que o Estado de Mato Grosso está precisando de uma revirada, mesmo com o bom trabalho realizado pelo Governador Mauro Mendes. Mas que nas próximas eleições o MDB irá eleger um senador e se possível o próximo governador do estado.

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“Nós vamos fazer o maior número de prefeitos em Mato Grosso. Nós já temos o maior número de candidatos de que qualquer partido, e vamos crescer muito no estado. Vamos fazer senado e se brincar vamos fazer o governo do estado.

Bezerra não revelou quem será os nomes que irão participar das eleições em 2026 na disputa pelo senado e pelo governo.

“O governo Mauro está indo bem, nós o apoiamos. Mas nós queremos algo diferente, uma coisa nova. O estado está precisando de uma revirada”. Reforçou.

Bezerra disse ainda que sobre o processo de cassação do prefeito Emanuel Pinheiro e sobre as investigações sobre suas as ações na prefeitura deverá ser julgada apenas pelos vereadores. “Cada um vai votar de acordo com a sua consciência”.  E garantiu não interferir nessa decisão no que tange aos votos dos vereadores da base na câmara municipal.

 

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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