Saúde
Câncer de ovário é silencioso e um dos mais difíceis de ser diagnosticado, alerta especialista
JB News
Foto Metrópole
Por Fábio Monteiro
Estima-se que 75% dos casos são diagnosticados tardiamente e o câncer de ovário já ocupa o quinto lugar em mortes entre as mulheres
O câncer de ovário ocupa o quinto lugar em mortes por tumores entre as mulheres, sendo responsável por mais mortes do que qualquer outra neoplasia maligna do sistema reprodutivo feminino. A doença é considerada silenciosa e estima-se que 75% dos casos são diagnosticados tardiamente. Neste dia 8 de Maio foi celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário. A data reforça a importância de um acompanhamento médico para o diagnóstico precoce.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 6.650 novos casos de câncer de ovário, com um risco estimado de 6,18 casos a cada 100 mil mulheres. O câncer de ovário constitui 4% de todos os tumores malignos do corpo humano e acomete, em média, mulheres com mais de 60 anos de idade.

O oncologista da clínica Oncolog, Rafael Sodré de Aragão, explica que, inicialmente, o câncer de ovário não manifesta sintomas significativos, e a presença de sinais e sintomas sugere que a doença já está avançada. São manifestações da doença: dor abdominal; aumento do volume da barriga; náuseas; vômitos e perda de peso.
O câncer de ovário é considerado o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado, já que chegar até um laudo conclusivo não é tão fácil. Isto porque, o papanicolau, por exemplo, não realiza o rastreamento do câncer de ovário. Ele auxilia apenas na identificação de tumores no colo do útero. Portanto, vale reforçar a importância do acompanhamento médico para que qualquer alteração possa ser percebida de maneira precoce.
“Infelizmente até o momento nenhum método de diagnóstico precoce se mostrou efetivo. Os médicos utilizam a avaliação clínica, hábitos alimentares e de vida, histórico familiar, atrelados a exames de imagem (ultrassom e ressonância) e marcadores tumorais para diagnosticar a doença”, explica Sodré.
Dentre os fatores de risco estão a idade, obesidade, gravidez acima dos 35 anos, uso de hormônios, histórico familiar de câncer (mama, intestino), mutações genéticas, cigarro e álcool. Ainda de acordo com o Inca, esse tipo de doença se desenvolve principalmente em mulheres mais velhas. Cerca de metade das mulheres que são diagnosticadas com câncer de ovário têm em torno de 63 anos ou mais.
Sodré reconhece que realmente a taxa de mortalidade é alta, porém vem numa perspectiva de melhora com a união de forças dos médicos especialistas aliados a uma equipe multidisciplinar. Ademais, saber utilizar medicações quimioterápicas ou imunoterápicas no momento certo de acordo com Guidelines atualizados com profissionais experientes confere uma previsão de cura, ou controle da neoplasia.
“As mulheres precisam saber que apesar de ser uma doença grave ela é passível de cura e de controle. O tratamento oncológico especializado com cirurgiões oncológicos, oncologistas clínicos, oncogeneticistas e multidisciplinaridade levam os doentes a obterem melhores resultados”, explica o especialista.
O médico explica também que a cirurgia é o pilar fundamental do tratamento. O objetivo do cirurgião oncológico é retirar toda a doença visível em seu esforço máximo. Em alguns casos além da retirada do útero e ovários se faz necessária a ressecção de outros órgãos internos. “Nos últimos anos obtivemos avanços nas técnicas operatórias com cirurgias minimamente invasivas associadas ou não à quimioterapia intra-operatória. Houve também uma evolução na medicina de precisão, com medicações específicas para cada doente, cuidados alimentares e psicológicos”, explica.
É importante mencionar que a taxa de mulheres diagnosticadas com esta doença está caindo lentamente ao longo dos últimos 20
| Há alguns anos acreditava-se que os cânceres de ovário começavam apenas nos ovários, mas evidências recentes sugerem que muitos tipos podem começar nas células distais das trompas de falópio.
Sobre a OncoLog A OncoLog é uma clínica moderna e completa para prevenção e tratamento de câncer, priorizando um atendimento humanizado. É uma unidade de saúde referência com alta tecnologia para cuidar bem das pessoas. Conta com um Centro de Pesquisa Clínica reconhecido mundialmente. Certificada pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), conta com profissionais qualificados para oferecer o melhor tratamento aos pacientes. Em Cuiabá, os pacientes podem encontrar atendimento na OncoLog e nos hospitais Santa Rita, Femina e Hospital de Câncer. Além disso, as unidades de infusão podem ser encontradas no Santa Rosa Tower, em Cuiabá, e na clínica Vida, em Várzea Grande. No interior, está presente no Hospital das Clínicas Primavera do Leste e no São Matheus em Cáceres. |
Saúde
Saúde entrega primeiros veículos para transporte intermunicipal de pacientes e anuncia mais de R$ 400 milhões para o Ceará
Neste sábado (18), o Governo do Brasil deu um passo histórico para assegurar o deslocamento de pessoas que precisam de radioterapia e hemodiálise ofertados em cidades distantes de onde elas moram. Por meio do programa Agora Tem Especialistas, entregou os primeiros 26 veículos de transporte sanitário doados pelo Ministério da Saúde ao Ceará. Trata-se da iniciativa Caminhos da Saúde, que viabilizou, com R$ 15,2 milhões em recursos federais, a aquisição dos micro-ônibus. Esses veículos vão levar pacientes do SUS até onde a assistência é oferecida, em municípios acima de 50 km do local onde residem.
A iniciativa começa no Ceará e se estenderá aos demais estados brasileiros a partir da próxima semana. De Fortaleza (CE), onde chegaram os primeiros micro-ônibus com capacidade para 30 pessoas, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da nova frente do programa, já que a dificuldade da garantia de transporte sanitário é um dos principais gargalos para a continuidade de tratamentos.
“Estamos fazendo aqui, no Ceará, a entrega de uma inovação do programa: micro-ônibus, vans e ambulâncias para garantir um transporte digno aos pacientes. E é exatamente essa ideia de você ter um transporte adequado, com dignidade, com acessibilidade, e que não tire a ambulância que serve para outros tipos de atendimento no município”, destacou.

Foto: Walterson Rosa/MS
Redução de distâncias e garantia de tratamento
Atualmente, milhares de brasileiros enfrentam longas distâncias para ter acesso a atendimentos especializados na rede pública de saúde. No caso do Ceará, por exemplo, a população pode percorrer até 350 km para chegar a Sobral, Barbalha ou Fortaleza, cidades onde é ofertado o serviço de radioterapia. Para se submeterem a esse tratamento oncológico ou a hemodiálise, cerca de 14 mil pacientes e seus acompanhantes ganharam a garantia de um transporte gratuito, adequado e contínuo até onde a assistência está. Isso significa que a iniciativa do Governo do Brasil garantirá que a população realize todo o tratamento sem interrupções por conta do deslocamento.
O transporte sanitário do Agora Tem Especialistas vai atender todos os municípios brasileiros dentro de suas macrorregiões de saúde. Isso significa que os veículos não pertencem a um município específico. Eles serão distribuídos conforme a necessidade, o que possibilita organização mais eficiente e integrada do atendimento conforme as características regionais, as demandas locais e distâncias percorridas.
Mais de 400 milhões para fortalecer a saúde no Ceará
Ainda em Fortaleza (CE), o ministro anunciou parte de um pacote de ações do Agora Tem Especialistas. “Hoje estamos entregando mais de R$ 400 milhões do Governo do Brasil para a saúde do Ceará. Esses recursos vão garantir o funcionamento integral do Hospital Universitário Estadual, com mais leitos, mais cirurgias, mais especialidade e a consolidação de um dos mais importante Hospital Universitário do Nordeste. Uma parte desse recurso é também, para equipar as Unidades Básicas de saúde (UBS), ampliando a capacidade de atendimento, o contato com especialistas e o uso da teleconsulta para cuidar melhor das pessoas”, destacou.
Para o Hospital Universitário do Ceará (HUC), Padilha destacou o incremento de R$ 276 milhões no repasse de recursos para custear atendimentos de saúde de média e alta complexidade, possibilitando a implantação de 261 leitos hospitalares. Já o investimento em leitos de UTI passa de R$ 24,7 milhões. Além disso, o HUC foi habilitado como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) com serviço de hematologia com R$ 6,6 milhões.
Além disso, a saúde bucal será reforçada com 32 novas Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) em 32 municípios identificados como vulneráveis e com maior dificuldade de deslocamento da população até as unidades básicas de saúde. As UOMs fazem parte do programa Brasil Sorridente, que reduz barreiras geográficas e amplia a oferta de cuidados nesses locais. O investimento é de R$ 12,8 milhões.
Ainda na área odontológica, o Governo do Brasil entregou ao Ceará 189 equipamentos para tratamento de saúde bucal. Os kits incluem bomba a vácuo, motor para endodontia e localizador endodôntico e representam um investimento de R$ 374,6 mil. Entregou, também, 9 combos de cirurgia que equivalem a R$ 13,8 milhões.
Já para qualificar o atendimento de 36 Unidades Básicas de Saúde (UBS), o Ministério da Saúde destinou ao estado combos de equipamentos, no valor de R$ 2 milhões, com dinamômetro digital, doppler vascular portátil, eletrocautério, tábua de propriecepção e retinógrafo. Somente o município de Fortaleza recebeu 108 equipamentos.

Foto: Walterson Rosa/MS
Nova maternidade com foco no atendimento humanizado
Na cidade de Caucaia (PE), localizada na região metropolitana de Fortaleza, Alexandre Padilha assinou uma ordem de serviço de R$ 103 milhões para a construção de uma maternidade. Com capacidade para até 100 leitos, oferecerá desde o pré-natal até o pós-natal com estrutura para casos de alto risco, capacitação e humanização no atendimento. Com 8.200 m2 de área construída, essa unidade integra o Novo PAC Saúde com outras 34 selecionadas.
“Celebrando a vida e fortalecendo a saúde do Ceará, damos início à construção de uma grande maternidade, que terá toda a estrutura necessária para mães e bebês. Sabemos que não há nada mais importante para uma família do que a saúde do bebê e da gestante. São mais de 100 milhões de reais em investimentos para construir e equipar esta unidade,” destacou Padilha.
Fortalecimento da formação de especialistas no SUS
Durante a agenda, foi formalizada a Certificação do Instituto do Câncer do Ceará como Hospital de ensino. Com isso, a pasta soma mais de 10 estabelecimentos de saúde certificados só este ano, outros hospitais estão em fase de análise. A ação reforça a prioridade do Governo do Brasil de qualificar os ambientes de aprendizagem, valorizando as unidades de saúde, além de ampliar a integração entre gestão, ensino e Serviço.
A certificação de hospitais de ensino é uma pauta retomada em 2025, pela gestão do presidente Lula. Além de reconhecer as ações prioritárias para a gestão que, aliados a tomada de decisão baseada em evidências, prioriza programas como o Mais Médicos e o Agora Tem Especialistas.
Valorização profissional
O ministro Alexandre Padilha também entregou a profissionais de saúde carteiras de sanitaristas. A profissão foi regulamentada no último dia 7 de abril, medida que representa um avanço estratégico para o fortalecimento do SUS, ao ampliar e consolidar as políticas públicas de saúde no país como vigilância epidemiológica, planejamento de políticas públicas e gestão de serviços.
O Decreto nº 12.921, de 6 de abril de 2026, regulamenta a Lei nº 14.725, de 16 de novembro de 2023, de autoria do ministro Padilha quando deputado, e formaliza o registro profissional. De acordo com o texto, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), será responsável pelo registro. Caberá à secretaria definir o processo de solicitação do registro profissional de sanitarista, incluindo os documentos e dados necessários.
Gabriel Lisita
Fábio Barreto
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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