MEIO AMBIENTE

Várzea Grande encerra semana da árvore com plantio de mudas

Publicados

em

As celebrações tiveram início dia 19 com uma caminhada ecológica de conscientização a preservação ambienta

 

Por  Rafaela Maximiano

Apresentações culturais, história cantada e a exposição de espécies de sementes, plantas e plantio de árvores fizeram parte da programação de encerramento da Semana da Árvore, e que culminou com uma mobilização de vários grupos de trabalho, nesta sexta-feira (24) no Parque Bernardo Berneck, em Várzea Grande, onde também teve a distribuição de mudas nativas e ornamentais e o plantio de árvores.

Promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) as celebrações tiveram início dia 19 com uma caminhada ecológica de conscientização a preservação ambiental, distribuição de mudas, plantio de árvores nativas, além de apresentações de teatro e de rodas de conversa em escolas municipais e particulares da cidade.

“É fundamental a educação ambiental da nossa sociedade. A semana toda desenvolvemos atividades com esse objetivo, de preservação da natureza. Estamos vivendo um período de estiagem severa, por exemplo, e o desmatamento, as queimadas que prejudicam não somente o clima mas causam um desequilíbrio. É preciso conscientizar as futuras gerações e fazer o que está ao nosso alcance”, declarou o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Célio Santos.

Leia Também:  Kalil anuncia dose de reforço para idosos e trabalhadores da saúde e vacina para jovens de  12 a 14 anos sem comorbidades 

O gestor lembra que somente neste ano a secretaria já desenvolveu diversas ações semelhantes, independente da data comemorativa. “Distribuímos mudas nativas à população e criamos um viveiro no Parque Berneck com objetivo de arborizar a cidade, contribuindo com o conforto térmico. No Viveiro foram plantadas mudas de árvores frutíferas, ornamentais e nativas, com expectativa de produzir 10 mil mudas que serão distribuídas em março do próximo ano”, pontuou.

O secretário disse ainda que uma das políticas desenvolvidas pela pasta é justamente fazer com que mais pessoas se conscientizem da necessidade do plantio de árvore, que além de proporcionar sombra, ameniza o calor e contribui para vias mais bonitas e arborizadas.

COMENTE ABAIXO:

MEIO AMBIENTE

Wellington defende aprovação do Estatuto e alerta: “Situação é de guerra” no Pantanal

Publicados

em

Por

Senador mato-grossense ressaltou que no Pantanal, só 15% da área está com a presença da ocupação e lamenta situação de abandono

JB News

Presidente da Subcomissão do Pantanal do Senado, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) voltou a defender rápida aprovação do Projeto de Lei 5482/2020, mais conhecido como “Estatuto do Pantanal”. Segundo ele, somente com um regramento abrangente será possível enfrentar ‘a situação de guerra’ no bioma, que abrange os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Com isso, atuar  de forma enérgica contra “a inércia do Estado e a falta de políticas públicas”, razões da tragédia ambiental que atinge a região.

 

“A legislação criará uma certificação para atividades sustentáveis na bacia do rio Paraguai, a fim de mitigar os danos ambientais na produção” – crê o parlamentar, que, no ano passado, presidiu a Comissão Temporária do Pantanal no Senado. Entre outras ações, a comissão discutiu medidas para o enfrentamento aos incêndios florestais que se alastraram sobre o bioma, matando milhares de animais, e sugeriu a criação do Estatuto do Pantanal.

 

Convicto de que a conservação do bioma se faz com manejo sustentável,  Fagundes ressaltou que,  no Pantanal, só 15% da área estão ocupados por atividades econômicas. “O problema do Pantanal é o abandono. Falta política pública definida do que fazer e como fazer” – acrescentou.

Leia Também:  DAE informa que nesta quinta-feira não terá água em Várzea Grande

 

O senador do PL de Mato Grosso observou que 90% da área do Pantanal estão nas mãos da iniciativa privada e que, portanto, a maior responsabilidade pela conservação do bioma é privada.

 

Wellington ressaltou que Mato Grosso do Sul fez uma modificação na legislação para permitir a exploração do bioma, o que não aconteceu com  Mato Grosso. “Com isso, temos uma restrição muito grande no Pantanal mato-grossense para fazer limpeza de área, a queima controlada, a formação de novas pastagens para o alimento do gado” – observou.

 

Para o senador, a situação do bioma se torna ‘entristecedora’ e ‘estarrecedora’ levando-se em conta o fato de existir tecnologia suficiente no mundo capazes de atenuar a destruição. “Temos o INPE, satélite da Nasa, que já tinham previsão de seca de mais quatro ou cinco anos. E mesmo assim tudo chegou como uma surpresa” – ressaltou. Ele criticou o fato de o Estado não ter se preparado adequadamente. “Para nós aqui causa uma grande impotência”.

 

Na entrevista à “Folha”, Wellington explicou que a Covid-19 e os incêndios florestais transformou o momento numa “situação de guerra”. Ele informou que, ao contrário do ano passado, a  Defesa Civil já liberou parte dos recursos para ações de combate ao fogo. “Pelo menos temos agora a presença efetiva do Corpo de Bombeiros, de brigadistas e da Marinha” – comemorou.

Leia Também:  Kalil baixa novo decreto, mantém aulas híbridas, estado de emergência e meios de biossegurança 

 

Programa Emergencial

 

“O Brasil não tem cultura de planejamento. Não temos política de Estado, nossas políticas são de governo, e aí aquilo que está estabelecido às vezes não é tocado para a frente. Cada ministério quer fazer um programa novo, e isso leva a muito desperdício, de esforço físico e econômico” – disse

 

O presidente Bolsonaro, segundo o senador,  faz “política [ambiental] para fora, especialmente para as nações que querem puxar a orelha do Brasil. A gente já ouviu muito sobre a internacionalização da Amazônia, talvez por ele ser militar. Quando vêm aqui os ministros, essa dúvida não existe. É um caso do presidente”.

 

Tratando com objetividade as necessidades da presença do Governo e reduzindo as inspirações ideológicas do presidente da República, Wellington Fagundes defendeu “uma política perene, de investimentos” dentro do bioma Pantanal. Ele cobrou uma audiência com o presidente para para que o governo possa fazer de imediato um programa emergencial de recuperação do que é hoje.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA