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Miguel Vaz Ribeiro*

 

O governo federal planeja promover 44 leilões de concessões na área de transportes no próximo ano, com a meta de atrair R$ 101 bilhões de investimentos em rodovias, ferrovias, aeroportos e portos.

Segundo o Ministério de Infraestrutura, alguns dos destaques são a concessão da BR-163 no trecho entre Mato Grosso e Pará e a concessão da ferrovia Ferrogrão, no trecho de 1.142 quilômetros entre Lucas do Rio Verde (MT) e Miritituba (PA).

Como o estado de Mato Grosso é o maior produtor de grãos do país e o setor agropecuário é responsável por mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB), é inconcebível que a logística continue sendo o principal gargalo para essa produção. Por isso, esse anúncio do governo federal é recebido com muita satisfação pelo setor produtivo.

A pavimentação da BR-163 foi concluída este ano, o que já significa um grande avanço para os estados do Pará e de Mato Grosso.  Mas, quem passa por lá sabe que o principal corredor para o transporte da produção agrícola do Estado tem um fluxo diário muito alto e que o tráfego costuma ficar lento, considerando que grande parte da rodovia ainda é de pista simples.

Essa situação abre um questionamento sobre o prazo para que a concessionária responsável pela rodovia conclua a duplicação até o município de Sinop, que venceu em abril de 2019. É preciso saber quando essa obra será de fato encerrada, pois se trata de um eixo singular na produção agrícola do país e pelo qual todos que atravessam pagam pedágio.

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É inquestionável a importância da BR-163 como rota de escoamento da produção agropecuária de Mato Grosso, e essa concessão significa aumento de eficiência e fluidez. O cenário é animador, já que, hoje, a capacidade instalada no porto de Miritituba (PA) é de 15 milhões de toneladas e uma série de projetos está na fila para ser instalada na região.

Na parte de ferrovias o destaque vai para a concessão da Ferrogrão, no trecho entre Lucas do Rio Verde e Miritituba. A perspectiva da real construção da Ferrogrão é uma injeção de ânimo para o agronegócio mato-grossense e para sua população. O projeto de construção da ferrovia aponta a possibilidade de geração de 13 mil postos de trabalho durante a fase de obras. É um movimento importantíssimo nesse momento em que a geração de empregos é uma das prioridades dos brasileiros.

E como o maior desafio dos municípios da região médio norte de Mato Grosso é o escoamento da safra, o projeto da Ferrogrão abrirá espaço para expansão da produção de soja, milho, algodão e outras culturas, além de ser uma alternativa mais eficiente do ponto de vista ambiental e energético para o escoamento dessa carga do Estado.

O investimento de R$ 12,6 bilhões deverá reduzir em 30% o custo de escoamento da produção agropecuária de Mato Grosso, segundo estudo realizado e apresentado por seis empresas ao governo federal. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) prevê uma capacidade de escoar 58 milhões de toneladas de grãos por ano.

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Segundo o estudo de viabilidade, se a ferrovia estivesse funcionando, o custo do frete seria de R$ 110 por tonelada, quase a metade do valor pago no frete rodoviário. Além de reduzir os custos para escoamento da produção e com a manutenção das rodovias, as ferrovias ainda significam mais segurança nas estradas com a diminuição do fluxo de veículos pesados.

Torcemos, agora, para que o cenário se torne ainda mais favorável com a possibilidade da abertura de concessão para outros projetos de construção e ampliação ferroviária que cortem o Estado, tendo em vista que apenas com a concorrência entre as empresas e os modais de transporte se possa atingir o tão sonhado frete a preço justo para o escoamento de nossa produção. Além de que o transporte se dá com “mão e contramão”, ou seja, ao passo que se escoa também se recebe, abrindo ainda mais oportunidades e investimentos em Mato Grosso, que poderá refletir no bolso do cidadão ao ter acesso a produtos que possuirão fretes mais baratos e que chegarão em menor tempo nas prateleiras dos lojistas.

*Miguel Vaz Ribeiro é produtor rural, empresário e membro do conselho executivo da Fiagril

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Deputado discute energia e leva torre de telefonia a Agrovila das Palmeiras

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JB News

 

Expansão do fornecimento da eletricidade foi discutido em audiência pública; moradores contarão com sinal de telefonia celular

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) liderou na quinta-feira (25) uma audiência pública na comunidade Agrovila das Palmeiras, localizada no município de Santo Antônio de Leverger, para discutir a expansão do fornecimento de energia elétrica na região e ainda temas vinculados à agricultura familiar.

Com a participação de populares no Centro Comunitário José Piccini na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, a audiência pública seguiu os protocolos da OMS (Organização Mundial de Saúde) com a obrigatoriedade de utilização de máscaras faciais e constante uso de álcool em gel nas mãos para prevenção ao coronavírus (Covid-19).

O presidente da concessionária Energisa, Riberto José Barbanera, recebeu a demanda de moradores e destacou que o fornecimento de energia elétrica depende de critérios técnicos que serão criteriosamente avaliados para atender a população.

“Nós estamos dispostos a atender a população. Mas isto depende de uma análise técnica feita pelos engenheiros que serão analisadas”, disse.

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O presidente da Associação de Santo Antônio do Taquaral, Gesubet Rodrigues Ferreira, revelou que o fornecimento de energia elétrica precisa ser expandido para garantir qualidade de vida aos moradores.

“Nós temos uma área para formar um núcleo urbano. São 30 moradores já com mercadinho, Igreja fábrica de pré-moldado e precisamos de energia elétrica. A gente quer atuar na legalidade e não ficar com ligações ilegais”, disse.

Já a presidente da Associação Rural “Seis Marias”, Miguelina Marques da Silva,  declarou que a necessidade de energia elétrica é constante na região, ainda mais porque a economia é movida pelos pequenos agricultores.

“Nós produzimos queijo e leite e a falta de energia constante tem levado à perda de equipamentos. Espero que a nossa necessidade seja atendida. São muitas famílias que precisam. É uma questão de sobrevivência. Não podemos ter uma rede precária de abastecimento”, destacou.

Sinal de telefonia e escritório da Empaer

Na audiência pública, o chefe de gabinete da Metamat (Companhia Mato Grossense de Mineração), confirmou que será atendida uma reivindicação do deputado Wilson Santos (PSDB) para instalar uma torre de telefonia na comunidade Agrovila das Palmeiras.

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“Até 60 dias a torre de telefonia já estará instalada e fornecerá sinal aos aparelhos dos moradores. Nossa equipe técnica passou os últimos dias avaliando qual seria o melhor ponto de localização para já concluir este projeto”.

A Metamat, também já deu início, com dinheiro de emenda parlamentar do deputado Wilson Santos liberado pelo governo do Estado, a perfuração de três poços artesianos para ampliar o abastecimento de água.

O presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Renaldo Loffi, o “Alemão”, comunicou ainda que a autarquia vai disponibilizar um escritório na comunidade Agrovila das Palmeiras para atender a demanda de pequenos produtores.

“A agricultura familiar encontra no deputado Wilson Santos um parceiro de longa data. E é com muito orgulho que iremos abrir este escritório para ajudar no desenvolvimento da comunidade”, destacou.

Por RAFAEL COSTA

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