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2021 começa com alta na Intenção de Consumo das Famílias em Cuiabá

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A pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio (IPF-MT), divulgou, nesta sexta-feira (15), a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) com referência ao mês de janeiro, atingindo 73,5 pontos contra os 71,2 pontos do mês anterior. Esta é a quinta melhora consecutiva da pesquisa depois de registrar o pior resultado da história, em agosto de 2020, com 57,2 pontos.

No entanto, a crise pandêmica do novo coronavírus fez a pesquisa apresentar resultados negativos no comparativo com o período pré-pandemia, de -17,7% sobre janeiro de 2020 (89,4 pontos). A ICF já se encontra abaixo do nível de satisfação (100 pontos) desde junho de 2015.

Para o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, a melhora gradual da pesquisa revela um aumento da confiança do consumidor na capital, acompanhado dos recentes dados positivos da economia nacional. “Já é tradição, sempre no começo do ano, as empresas do comércio ofertarem descontos para limpar os estoques e, consequentemente, isso acaba por aumentar o faturamento das lojas”, afirma Wenceslau Júnior.

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É o que revela os componentes Momentos para Duráveis, que apresentou alta mensal de 10,5% e atingiu 46,5 pontos, seguido do Perspectiva de Consumo, que registrou uma elevação de 5,4% sobre o mês anterior, somando 56,3 pontos. No entanto, no comparativo com janeiro do ano passado, os índices atuais estão negativos em -32,2% e -26,1%, respectivamente.

Empregos em alta

Em Mato Grosso, o saldo no acumulado do ano, de janeiro a novembro de 2020, já chega a 26.311, o que reflete no resultado positivo o componente Emprego Atual, que apresentou alta mensal de 3,9% (108,1 pontos). Mas também bem abaixo no comparativo com janeiro passado, quando anotava 117,3 pontos.

O único componente a apresentar variação negativa no mês foi Perspectiva Profissional, de apenas -0,2% (103,7 pontos). Já na comparação com o mesmo período do ano passado, houve melhora de 7% no indicador, que somava 96,9 pontos.

O presidente da Fecomércio-MT reforça, ainda, a importância da vacinação na população contra a Covid-19. “A expectativa para a vacinação também contribui para a elevação da pesquisa neste início de ano, pois contribuirá de forma significativa para a reabertura total das atividades comerciais e de serviços, entretanto, é importante que as medidas de biossegurança continuam sendo respeitadas”, enfatizou.

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O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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Unemat entrega resultados de pesquisas sobre Região de Cáceres a Fapemat

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Por Lygia Lima

Foto: internet

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) entregou para a Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) os resultados da pesquisa realizada “Diretrizes Estratégicas para o Desenvolvimento da Micro Região de Cáceres – MT: Diante das Potencialidades e Deficiências de Segmentos Econômicos–chaves”, ou simplesmente: “Diagnóstico Econômico da Região de Cáceres-MT”.

A pesquisa foi realizada por meio de uma articulação da Unemat com o Governo de Mato Grosso e foi desenvolvida durante o durante o ano de 2020 por pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento da Universidade. O coordenador científico do projeto, professor doutor em Economia, Ademir Machado de Oliveira, explica que a pesquisa foi encomendada pelo Governo do Estado, e financiada pela Fapemat a fim de levantar as potencialidades e deficiências regionais a fim de contribuir para ações e planejamento estratégico que contribuam com o desenvolvimento de Cáceres, que é o foco do estudo, e de outros cinco municípios da região Oeste (Curvelândia, Glória D´Oeste, Lambari D´Oeste, Mirassol D´Oeste e Porto Esperidião) que também tem partes de suas economias analisadas.

“A ideia é que a partir desse estudo, os gestores públicos possam ter mais informações que possibilitem ampliar a qualidade de vida da população por meio de ações que promovam a geração de emprego e renda a partir das potencialidades existentes que podem ser melhor exploradas, levando em conta suas vocações produtivas e o padrão competitivo dos municípios, além das condições de infraestrutura disponíveis”, explica o pesquisador.

O relatório geral, que contém cerca de 700 páginas, resulta de diversos relatórios individuais, em que se identificam os pontos fortes e fracos de diferentes cadeias produtivas e segmentos econômicos, como: agropecuária, logística, turismo, comércio exterior, regimes aduaneiros especiais (ZPE, Free Shop, entre outros). A partir dos apontamentos dos pesquisadores em cada segmento/cadeia é que os gestores, tanto estadual como municipal, podem adotar ações que visem promover esse desenvolvimento socioeconômico.

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Resultados:

Entre os pontos apontados no relatório pode-se citar a necessidade de execução de um plano turístico regional que tenha como principal produto turístico o ecossistema do Pantanal e os Free Shops integrados aos produtos turísticos, além da obtenção de alguma indicação geográfica de produtos e elementos regionais sendo contemplada.

A pesquisa apontou também a necessidade de um “Plano de atração de investimento para a ZPE/Cáceres, de forma a prospectar empresas chinesas que processem insumos mato-grossenses e bolivianos e que poderiam ser exportados para a China e Bolívia de forma a também viabilizar o corredor logístico de Cáceres a Costa do Pacífico.

O estudo destaca a importância de se adotar um “Plano de Mobilidade Urbana de Cargas e Veículos”, para Cáceres, em que os fluxos logísticos do entorno do Porto e da ZPE ocorram integrados e sem interferência aos fluxos de outros veículos, com adequações na infraestrutura urbana (estacionamento de veículos pesados, etc.).

Outro apontamento para o desenvolvimento regional é a execução de um “Plano de Agroindustrialização da Região de Cáceres”, inicialmente a partir do que já é produzido nas agroindústrias familiares, micro e pequenas e aos poucos essa industrialização vai se ampliando incorporando novos produtos agropecuários ao processamento industrial.

Em relação a instalação de lojas francas (free shops) em Cáceres, os pesquisadores sugerem se defina um “Modelo de exploração de Loja Franca”, considerando como viáveis formatos já adotados na Argentina e Uruguai, de Galerias de Lojas e Shoppings Centers, como sendo os mais atrativos, os quais devem se integrar às outras atividades comerciais e ao turismo, pois o modelo de pequenas lojas free shops não se mostraram dinamizadoras das economias onde se instalaram no Sul do Brasil.

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O coordenador do projeto lembra que além desses exemplos, o relatório apresenta ainda outras medidas mais pontuais que são sugeridas em diversas áreas do estudo.

Metodologia:

Além de sugestões de ações que podem ser desenvolvidas em nove áreas específicas, o relatório entregue a Agência Financiadora, também traz exemplos de um plano de ações articulado estabelecendo ação/atividade, com prazos estabelecidos, responsabilidades, equipamentos/recursos necessários, locais de execução e financiamento quando for o caso.

“Como sequência de trabalhos, e melhor aproveitamento do que foi feito até então no estudo, indicamos que se deve definir melhor e aperfeiçoar cada uma das diretrizes (orientações e sugestões de ações) listadas em cada área. Para isso, sugerimos que sejam realizadas reuniões específicas, no formato de workshop, em que seja possível expor as diretrizes e após discussões validar esses pontos. Nesses workshops devem participar gestores do governo estadual, municipal e agentes privados atuantes em cada área. O produto deste trabalho deve ser um Plano de Ações Articuladas (PAR) entre os agentes para cada diretriz”, afirma Ademir.

Produtos Gerados:

Além do relatório geral e do relatório executivo que é uma síntese dos relatório geral, foram produzidos nove relatórios individuais, e entregue a Fapemat, os pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso, também elaboraram plataformas digitais para socializar esses materiais, como por exemplo a http://derc.faepenmt.com.br e ainda no Facebook: www.facebook.com/pesquisadesenvolvimentocaceres.

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